sábado, 24 de setembro de 2011

Projeto de lei da deputada Luiza Maia

Não posso deixar de demonstrar o meu descontentamento perante o projeto elaborado pela deputada Luiza Maia, que veta o financiamento, pelo dinheiro público, de bandas de pagode que em suas canções, danças ou coreografias desvalorizem, incentivem a violência ou exponham as mulheres à situação de constrangimento. Acredito que este projeto não é cabível quando a situação e oportunidades no Brasil, na Bahia e em Salvador são  desumanas.

Embora eu não goste de músicas, que independente do ritmo, apresente letras de baixo escalão, exponham, humilhe ou sequer trate a mulher de forma insignificante, sendo eu uma, entendo a deputada em querer banir esses tipos de letras. Hoje, involuntariamente, acabamos ouvindo, visto que as pessoas que apreciam estas letras musicais são as que as ouvem com o som alto o suficiente para que pessoas distantes e que não desejem também possam ouvi-las. Porém não se deve proibir qualquer movimento cultural, seja ele qual for, ao contrário, a cultura deve ser incentivada junto com a educação para que os valores morais e éticos não sejam corrompidos.

Além disso, a questão do meu descontentamento é referente à situação da nossa cidade e de todo o país. O governo brasileiro não pode se queixar deste e de outros problemas mais sérios que põe a vida dos seus cidadãos em perigos constantes. Acredito que este projeto deveria acontecer, se precisasse, depois que as autoridades brasileira tomassem as devidas providencias na correção das imensas falhas em relação à educação, saúde, moradia, lazer e cultura de qualidade dos seus cidadãos.

O que precisa ser lembrado é que este problema reflete o modelo histórico de sociedade deste as primeiras civilizações. Proibir que músicas como essas não sejam tocadas não irá adiantar, é preciso tratar este problema “da raiz”. 

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